Wednesday, March 19, 2014

Livre-arbítrio

A melhor parte de um ser humano é o tal do livre-arbítrio, segundo dizem os livros.

E eu digo que, a melhor parte de ser um ser humano é usar esse livre-arbítrio pra tornar melhor ou especial o dia de alguém.

Hoje é um dia em que me sinto muito feliz de ser um ser humano :)

Wednesday, March 05, 2014

Sabe traido?

Ai tu vai e briga com a pessoa. Briga, nao. Simplesmente tem uma decepcao profunda e para de falar com ela. Os abracos ficam mais frouxos, os beijos menos calorosos, etc, vc simplesmente para de se importar. Nao so vc, ambos param de se importar. Depois de um tempo, aquela decepcao eh verbalizada, racionalizada, mas a ferida simplesmente nao fecha. E ai, simplesmente ambos deixam isso pra la. Um pedaço da vida. Um baita pedaço. Um dos melhores, mais emocionantes, mais bonitos, mais intensos, mais desgastantes. So fica pra la.

Mas vc nao consegue simplesmente deixar isso pra la. Sente falta daqueles sentimentos, daqueles instagrams cravados na memoria com os melhores filtros, esquece os perrengues e o que tinha de ruim.

Durante anos tu, de vez em quando, se preocupa, liga no aniversario de um, manda e-mail perguntando do outro. Deixa aquele filete de saudade ficar minando, corroendo a parede construida a duras penas e lavando a ferida aos poucos. Ignora os avisos de "nao ultrapasse" e vai deixando.

Ano apos ano, as memorias ruins vao ficando pra tras, vc se força a acreditar na raça humana, ate que resolve romper todos os limites e propor uma reaproximacao.

Fogos, festa, hosana nas alturas. Tudo sera diferente.

Ate vc descobrir que, mais uma vez, de novo, a historia se repete e vc é só um apendice, um vertice perdido, sem proposito no meio dos outros dois, surgido ali pra fazer figuração.

Otário. Realmente, não há no mundo ninguém como KG. Nunca houve nem nunca haverá. Para o bem ou para o mal. Assim como nunca houve nem nunca haverá alguém tão otário quanto você.

Saturday, March 01, 2014

Dualidades de carnaval

Todo ano, nessa época, fico entre a cruz e a porra da espada. Explico.

Eu realmente gosto de carnaval. Adoro samba enredo, cresci ouvindo muito. Quando escuto a bateria, me arrepia a alma e não consigo ficar parado. Adoro as fantasias, sacanear as "piranhas", rir com as fantasias engraçadas. Adoro sair em bloco, lavar a alma cantando samba-enredo o dia inteiro.

Mas, ao mesmo tempo, detesto o carnaval. Novamente, explico.

Detesto comportamento individualista. Detesto gente fazendo esporro na hora que quer, no local que quer, sem se preocupar com o próximo. Detesto gente bêbada fazendo o que quer. Detesto o clima de desrespeito geral ao direito do próximo. Detesto não conseguir chegar nos lugares porque qualquer tipo de transporte, público ou individual, está lotado e impassível se uso. Detesto ficar puto, reclamar, saber que estou certo e ter que ouvir "Relaxa, é carnaval". Detesto não ter pra onde ir, porque o país inteiro entra nesse transe de desordem e permissividade, não me resta alternativa senão a clausura.

Logo, é uma época terrível pra mim. Fico louco pra sair de casa, mas quando saio, fico desesperado pra voltar. E meus dias se passam em ciclos de sair e voltar, sair e voltar. É um inferno mental que não consigo, sequer, ajuda pra resolver, afinal, é a minha própria cabeça, quem tem que se entender com ela sou eu, certo?

Hoje mesmo houve 2 exemplos disso. Ok, saímos de casa tarde, depois das 10h, com a intenção de ir pro Bloco da Favorita, em São Conrado. Pensamos "vamos fazer o certo, favorecer o trânsito, etc, vamos de transporte público". Não conseguíamos taxi mesmo, só reforçou nossa preferência pela combinação metrô + ônibus. Ao saltar na Gal. Osório, tentamos um taxi. O motorista se recusou a ir pra São Conrado. Ok, vamos de ônibus mesmo. Todos que passavam em direção a São Conrado estavam absolutamente lotados, a velocidades absurdas, com letreiros apagados e tudo que tinha direito pra fugir dos pontos igualmente lotados em Ipanema. Voltamos 2 quadras, pontos de ônibus igualmente lotados, ônibus lotados e apagados, tudo igual. Olhamos pro relógio: meio-dia. Se os pontos estavam lotados, se os ônibus estavam lotados, e todos iam pro mesmo lugar, então lá também estaria insuportavelmente lotado. E depois seria o mesmo perrengue pra voltar pra casa. Tomamos a melhor decisão do dia: voltar pro metrô e ir almoçar na Glória.

Almoçamos, pegamos o metrô e seguimos a pé pra casa (pegar ônibus? tá maluco?!). No meio do caminho, passando pelo posto de gasolina, o sujeito joga o carro em cima da gente pra entrar no posto. Interpelado, se recusa a sequer cogitar a hipótese de estar errado. Essa é a parte em que mais odeio o carnaval. Quer dizer, normalmente, todo mundo nessa cidade acha que está certo 100% do tempo, o que só piora no carnaval. Eu estava quase querendo que o velho abrisse a boca pra me xingar, tudo que eu queria era despejar minha frustração em alguém. Felizmente pra todos ele não o fez.

Já cheguei a conclusão que não volta mais o tempo em que gostava de pular carnaval. Desisti de curtir, chega. Bons tempos em que o Rio de Janeiro ficava deserto no Carnaval, e este se resumia ao desfile das escolas de samba.