Monday, April 12, 2010

Assim caminha a humanidade

(AAAEEEEEE!! Resolvi postar alguma coisa nesta joça!!!! Urruuuuuu!! Eerr... ok, deixemos de lado a palhaçada, isso aqui é um blog sério e de família... pelo menos, até que se feche a porta e vire quatro paredes...)

Hoje eu estava num momento de muita reflexão, discorrendo mentalmente sobre as idiossincrasias da vida enquanto tentava expulsar um corpo estranho, relendo SMS's antigos mantidas na caixa de entrada como distração para esses atos profundos, e me toquei de como a nossa (no sentido de humanidade/sociedade, não eu e você diretamente, até porque seriam 3 pares eu/você, sem contar as variações possíveis de associações minhas com vocês, distintos 3 leitores desse famigerado blog) comunicação sentimental evoluiu ao longo do tempo.

Desde tempos imemoriais, ou mais primórdios, como diria o apoteótico samba, as pessoas tinham por hábito enviar cartões de Natal a seus amigos e familiares, para demonstrar seu afeto e que se importavam com aquela pessoa numa data especial. Não era caro e era um trabalho rebuscado, visualmente bonito, um papel de gramatura pesada, etc, uma coisa bonita mesmo. Mas os textos, em compensação... era um tal de nego completar o cartão de com "... são os votos de Farofa, Feijoada e Família Ltda" que até perdia o sentido, afinal, o caboclo tinha o trabalho e o gasto de escolher um cartão todo pimpão e postá-lo com uma mensagem genérica que, na minha cabeça, no final das contas, meio que dizia: bah, foda-se, lembrei de você mas tu não é tão especial assim pra eu gastar 10 minutos de caneta com uma mensagem especial pra você.

E hoje, na era virtual, chegamos a algo mais simples, mais barato e mais direto: SMS, tweets e e-mails de Natal, ou, quando muito, cartões virtuais de Natal. O preço caiu sensivelmente, mas, por outro lado, talvez a coisa se tornado um pouco mais personalizada, ou isso seja só um pensamento meu. Porque é natural do ser humano ter toda a sua criatividade bloqueada quando tem a sua frente um texto pré-pronto com um [coloque aqui o nome da sua família] esperando pra ser completado. Ao escrever um e-mail ou SMS, tu pode até ser genérico, mas pelo menos tu vai ter que partir do zero e botar as minhocas cinzentas pra gerar um mínimo, ainda que fétido.

Eu gosto mais assim, sabiam? É mais barato, é visualmente menos bonito, mas tem um pouco mais de sentimento, de sinceridade. Qual será o próximo passo? E-mails, tweets e SMS's pré-prontos para todos os tipos de ocasião?

Bom, se chegar esse tempo, fica o aviso: não me mandem uma merda dessas. Com todo o respeito, é claro :)

E um conselho: não deixem passar a oportunidade de dizer o quanto você ama alguém. Não precisa ser por palavras, pode ser um simples abraço, apertão na bochecha, na bunda, na peitola, um brinco amassado, umas costelas amassadas, deitar no colo ou no peito do outro, o que vale ainda é a intenção e quem recebe o carinho sabe o que aquela manifestação quer dizer (eu acho).