De novo...
Pois é... machuquei alguém de novo... pra variar, alguém que eu gosto... pelo menos não acabou em briga... Eu e meu senso de humor pitoresco...
Pois bem, estava eu no churrasco de fim de ano da minha coordenação, final de churrasco, uma roda com poucas cadeiras, aí tô vendo 2 cabeças brincando de derramar cerveja. Aí eu quis brincar também. Aí veio a idéia de dar um tapão no copo de alguém, só pelo prazer de ver o copo subindo feito um foguete.
"Mas por que eu faria isso?", eu pensei. Nah, não vou fazer isso, vai dar merda. E não fiz, me contive. Êêê, biscrok pra mim!
Aí veio a vontade de novo. Fingi que ia fazer. Me contive, moveram o copo. Ufa, biscrok pra mim de novo!
Na terceira a mão foi mais rápida do que a cabeça. Só que a mão do cara foi mais rápida que a minha. A cerveja que era pra estar na mão dele, paralela ao solo, longe do corpo, estava na frente do rosto. A idéia era fazer o copo voar, lembram? Adivinha quanta força eu botei nesse movimento.
Pois é, o copo estava na boca dele. Com a força saiu um jato de cerveja com uma força absurda no meio dos olhos que ainda não tinham fechado. Claro que o copo estava cheio e voou uma rebarba. Inclusive no cabelo da dona da casa. Adivinha se ela gostou disso. Óbvio que eu era o único rindo. E o cara com a mão no rosto, sem tirar. Aí eu vi que tinha feito merda.
O cara aparentemente levou numa boa. Ou pelo menos percebeu que partir para a porrada não era uma opção, comparando meu tamanho com o dele. A dona da casa obviamente não parece ter apreciado tanto assim a brincadeira de bêbado.
Resultado: estou eu aqui me sentindo culpado e escrevendo esse post pra desabafar e conseguir dormir.
Pior que eu consigo pensar numa meia dúzia de pessoas que acharia engraçado. Eu mesmo estava rindo enquanto descrevia a história, até chegar na parte onde eu lembrava de todo mundo me olhando com aquela cara de "hein?". Meia dúzia de pessoas que voltariam pras cadeiras e tudo continuaria normalmente.
Mas eu não quero mais isso. Não quero mais ninguém me olhando estarrecido, sem saber se grita, se me bate ou o que seja. Eu odeio admitir isso, mas eu preciso de aprovação alheia em muitos momentos.
Hora de começar a escolher melhor as palavras, de acordo com o grupo onde estou inserido naquele momento. Não quero perder nenhuma amizade por causa de brincadeiras que só eu acho graça.




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