Tuesday, December 04, 2012

Castelo na maré

Hoje li essa matéria no Globo Online: http://oglobo.globo.com/rio/pai-constroi-castelo-na-mare-para-realizar-sonho-de-filho-6918930

A história, em si, é uma baita lição de vida, com o esforço do pai em realizar o sonho do filho, mesmo dispondo de parcos recursos. O cara desistiu de ir morar em outra cidade pra realizar o sonho do filho de morar em um castelo. Não é o que eu teria feito, afinal, só Deus sabe o que vão ser das UPP's quando o Cabral e as Olimpíadas forem embora. Mas respeito o esforço do cara em realizar o sonho do filho.

Mas também expõe as infelizes idiossincrasias do nosso país.

Primeiro: o policial que mora na favela. Como pode o sujeito ser incorruptível morando no meio da favela? Como pode o sujeito que arrisca a vida todo dia pro cidadão comum poder continuar movimentando a economia ser tão mal pago?

Segundo: o cara trabalha 30 anos arriscando a vida pra eu e vocês podermos andar a pé na rua a noite e consegue juntar R$ 26 mil. Cara, eu me senti mal lendo isso, até constrangido. Como pode o cara trabalhar 30 anos pra juntar o que eu gasto em 2 viagens de férias a Europa?! Desnecessário elucubrar se ele conhece algum outro país.

Me senti muito mal lendo isso...

1 Comments:

At 10:57 AM, Anonymous Anonymous said...

Demagogias a parte os livros estão aí pra isso.

É óbvio que é injusto, mas são as regras do jogo.

Porque esse infeliz não foi estudar?

Em todo sistema existem regras e não adianta fazer escolhas depois ficar reclamando.

A vida seria tão mais fácil se as pessoas se movessem por algo melhor em vez de ficar alimentando sonhos estúpidos de um mundo mais justo.

Com certeza se todos acreditassem no poder de um livro, os policiais seriam mais bem pagos, pois, ninguém ia querer ganhar slário de policial e aí não existiriam policiais.

Aí meu amigo... o salário do policial ia aumentar e, em consequencia, seria uma profissão atraente.

Mas o que acontece na maioria das vezes. O infeliz se corrompe, porque é o modo mais fácil de ele ganhar aquilo que julga correto.

E assim o Brasil, em processo permanente de sub-desenvolvimento, continua a navegar incansavelmente rumo a casa do caralho.

 

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