Porque que a gente é assim?
E lá vou eu usar meu blog outra vez pra desabafos em momentos ruins... bom, voltando no tempo, eu criei esse blog exatamente com esse propósito, pra desabafar, além de ser um espaço pessoal, logo, não devia me sentir culpado por usá-lo pra isso. Por outro lado, esse diabo dessa mania de grandeza que malditamente me acompanha me faz crer que devo me preocupar com a satisfação do meu imenso público, além de achar um saco que deve ser um saco para vocês, meus pobres e parcos leitores, vir aqui toda hora pra encontrar uma história triste... Enfim, eu não tenho escrito direito mesmo, logo, vocês dois (ou três, vai que a Alê resolveu dar uma chegada aqui) não têm do que eclamar!
Voltando ao foco: sem condições físicas de encarar um filme a essa hora, estava eu assistindo "Two And A Half Men" pra distrair e ajudar o sono a chegar. Eis que o sono bateu e resolvi recolher-me a minha alcova, a qual hoje
se encontra na sala, onde se encontra, não por acaso, nos últimos dias de verão, considerando que na sala é bem mais fresco.
Pois bem, deitei-me e, não tendo absolutamente mais nada em que pensar, lembrei do Edu, que está indo embora... E aí começa o motivo desse post (demorou um bocado pra começar, não?!)
Há um bocado de tempo que não tenho essa sensação ruim, esse sentimento de estar perdendo uma pessoa querida... Pra tentar ser mais exato, acho que desde que soube que o Celso ia embora pra Brasília não me sinto assim... quando soube que a Robbie ia pra São Paulo fiquei meio pra baixo também, mas mais por ser mais um indo embora, não sei explicar direito o porquê.
O fato é que estar fora do estresse do trabalho e não ter mais nada em que pensar me fez ter o real choque da saída dele... Tipo, não tô nem me importando com o fato do profissional Edu, meu chefe, estar indo embora. Quer
dizer, até estou, mas de outra maneira sobre a qual falo mais pra frente.
O que me deixa triste mesmo é a real perspectiva de perder o contato com uma pessoa da qual sempre gostei e que nos últimos meses virou pra mim uma pessoa realmente querida, um amigo, ainda que talvez só da minha parte. Já sei que vou ouvir os clássicos "mas vou trabalhar logo ali", "a gente almoça junto", etc, mas não tô contando com isso porque eu sei que não vai acontecer. Eu sei que de cara vai ser pior, especialmente pelo fato de no último dia eu estar nos EUA e não poder me despedir dele direito (aliás, isso me faz pensar seriamente em aceitar a proposta do meu pai de arrumar um atestado de dengue pra não viajar e poder encontrar com o pessoal depois do expediente na
despedida do Edu), eu sei que com o tempo isso vai cicatrizar e passar e eventualmente talvez nem lembre da existência dele, mas agora tá doendo... Ele é uma pessoa tão boa, com o coração tão bom, vou sentir uma falta fodida dele ajudando a nos divertir e a deixar o ambiente mais leve, contrabalançando o estresse diário.
E me assusta a perspectiva de saber que ele não vai estar de volta depois de algumas semanas. Me assusta pensar que não vou ter pra onde correr quando pintar uma dúvida cabulosa. Eu não tenho medo, vou dar um jeito, Deus sabe como (e como eu vou precisar Dele nessas horas), mas vou. Mas me assusta ter a real consciência disso. Eu não sei se estou tão preparado quanto ele acha que eu estou. Tem detalhes de negócio da aplicação que ainda estou descobrindo. E esse é o meu maior medo. Eu sei que dentre as opções disponíveis sobra pra mim, e não tenho medo da responsabilidade. Só tenho medo de não estar a altura do desafio. Tenho medo de não conseguir responder às dúvidas, de não conseguir dar informações sobre a aplicação, de não dar conta do recado e ter um colapso nervoso por causa disso. ESSE SIM é o meu maior medo, acabei de descobrir. Explodir. O Edu tem uma paciência e uma inteligência com as palavras nos quais eu ainda estou caminhando. E tenho medo de explodir com o Ricardo e botar tudo a perder com o resto do pessoal. Tenho medo de não conseguir liderar o pessoal. Tenho
medo da minha liderança não se mostrar eficiente e fazer o time se voltar contra mim. Esse é meu grande medo. To com medo de jogar fora minha amizade com as pessoas por causa de estresse. Que Deus me guie, porque eu vou precisar de ajuda até (ou se) a Petrobras me chamar.
O que eu sei no momento é que, por um motivo ou por outro, vou sentir muita falta desse maluco. Seja pelos muitos momentos divertidos, seja pela habilidade em filtrar a pressão e o estresse, ainda não aprendi o suficiente, e daqui pra frente vai ser eu e Deus. E meus braços direitos.
Tomara que eu consiga manter contato com ele. Não quero perder contato com mais uma pessoa que se torna parte tão importante da minha vida. Tipo, eu não quero que ele deixe de mudar de emprego, MUITO pelo contrário. Se viessem me perguntar, eu mandava pra puta que pariu qualquer um que sugerisse que ele ficasse. O cara não tem vida na EDS, sempre acumulando responsabilidade dos outros. Quero mais que ele seja feliz e tenha tempo de viver a vida dele, de ver os filhos dele.
O que me leva ao título do post... porque eu tenho que ser assim? Tão fraco, sempre chorando, sentindo falta dos outros? Porque eu não posso ser mais forte e ignorar isso tudo? Porque eu tenho que ser esse bebê chorão de merda que sente falta de todo mundo e cujo coração fica mais endurecido a cada um que vai embora? Eu não gosto do que eu sou hoje, me tornei uma pessoa muito dura, com o coração duro demais, pra evitar sofrer com as pessoas das quais eu gosto.
Queria, mais uma vez, ser diferente. Ser mais forte. Ter o coração mais mole. Ser mais inteligente. Ser mais feliz.




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