Friday, August 26, 2005

Um momento

- Talvez eu me sinta atraída por você. Mas isso não quer dizer que eu não possa me controlar. Eu posso dizer sim para algumas coisas e não para outras que vão arruinar com tudo. Eu posso fazer isso.

- Nada disso importa pra mim agora. Eu só quero você na minha cama. Não me importa que eu vá pro inferno. Não me importa que você vá pro inferno. O passado e o futuro não são nada pra mim, não estão aqui, são uma piada. A única coisa que me importa agora somos você e eu.
Eu te amo, Loretta. Não como falam que é o amor. E eu também não sabia disso. Porque o amor não facilita as coisas. Ele arruína tudo, parte seu coração, bagunça tudo. E não precisamos ser perfeitos, não estamos aqui pra sermos perfeitos. Os flocos de neve são perfeitos, as estrelas são perfeitas, mas nós não. Estamos aqui para nos arruinar, para partir nossos corações, para amar as pessoas erradas e morrer.

(Antes que alguém se pergunte sobre que diabos eu estou falando, vão assistir "Feitiço da Lua".

Ok, ok, tem quase 20 anos, é com o Nicholas Cage (que eu odeio muito) e com a Cher (a qual, incrivelmente, ganhou um Oscar de melhor atriz por esse filme), mas eu acabei de descobrir, assim como vocês agora, embasbacadamente, que ele tem seus méritos.

Portanto, façam o que eu digo, e esqueçam o que faço: vão assistir Nicholas Cage falando isso pra Cher e esqueçam que ele é uma merda de ator.)

(p.s.: às vezes é muito bom, para uma pessoa que se prende a coisas fúteis como o racionalismo, que não podemos controlar tudo na vida. Às vezes, é melhor ligar o foda-se e deixar rolar mesmo...)

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