Falta de costume
Hoje eu tava conversando com a Déa...
Pra quem não conhece, Déa é uma GRANDE amiga, com um detalhe: é PURAMENTE virtual (apesar de já ter tido sentimentos pouco virtuais ou platônicos por ela). Eu a conheci no chat do UOL em 1999, eu em Friburgo, ela em São Paulo, e nunca nos vimos frente a frente.
Mas, enfim, agora que todos já foram devidamente apresentados, prossigamos.
Nós estávamos conversando, e tal, quando eu soltei:
" sabe q d vez em qdo me é dificil acreditar q vc realmente existe, ou q o q vc fala é sincero?
é dificil pra alguém tão pragmatico qto eu acreditar q vc não está me sacaneando, ou fingindo q se interessa pelo q eu falo escondida no outro lado da internet..."
Bom, obviamente que causou um puta celeuma, além de teorias conspiratórias. Mas depois de conseguir convencê-la de que eu não estava tentando passar nenhuma mensagem subliminar, eu cheguei a conclusão de que ela tinha se desacostumado comigo...
Mas aí eu cheguei ao âmago da questão... ela não é a única desacostumada comigo... ou melhor, não é ela que está desacostumada comigo, eu é que mudei muito há muito tempo... Eu também estou desacostumado comigo!
Desde que me entendo por ser pensante sou chegado a pensamentos filosóficos, conclusões "polêmicas", por assim dizer, (o que acabou por acarretar os rótulos de "louco", "anormal", "sem noção", e outros menos votados), e há algum tempo, não sei especificar quanto, não expunha assim, publicamente, um pensamento desse quilate.
Prefiro encarar como um sinal de que a depressão está chegando ao fim, como um bom sinal, enfim.
Um brinde a volta da insanidade.




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